Evite esses três erros no planejamento do seu negócio para 2026
- eduardonovaes1
- 3 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Planejar 2026 exige mais do que revisar indicadores e projetar volumes. O mercado de BPO em Contact Center passou por mudanças profundas nos últimos anos, impulsionadas por novos hábitos de consumo, avanço da IA, diversificação de canais e maior pressão por eficiência operacional.
Mesmo assim, muitos planos ainda são construídos com base em premissas antigas, dados fragmentados e modelos que não refletem a complexidade da jornada do cliente. O resultado é um planejamento que parece completo no papel, mas não se sustenta na execução.
Para evitar isso, é essencial conhecer três erros recorrentes que podem comprometer performance e experiência.
Planejar com dados fragmentados (ou sem visão integrada da jornada)
Um dos maiores riscos é tomar decisões apenas com métricas isoladas, como:
TMA
Taxa de abandono
Volume de contatos
Sem considerar o comportamento completo do cliente ao longo dos canais.
O cenário atual reforça a necessidade de integração:
Mais de 66% das interações já ocorrem em canais digitais.
A adoção de IA em contact centers ultrapassa 65% globalmente.
Consumidores utilizam, em média, 3 a 4 canais diferentes antes de concluir uma solicitação.
Quando os dados não se conectam, o planejamento se baseia em sintomas, não em causas, gerando retrabalho, escaladas desnecessárias e dificuldade de definir prioridades.
Como evitar: Consolidar dados de todos os canais, integrar análises e usar informações de jornada como base para metas e decisões.
Tratar automação e IA como complemento, não como pilar estratégico
Muitas empresas ainda deixam automação, assistentes virtuais e IA “para depois”, como se fossem projetos paralelos.
O cenário atual exige ação imediata:
Cerca de 70% dos contact centers já utilizam IA para melhorar eficiência.
Automatizar tarefas repetitivas, reduz custos e melhora a experiência, especialmente em períodos de pico.
Operações que integram IA à jornada conseguem reduzir TMA e acelerar resolução em múltiplos canais.
O ponto central não é “ter ou não ter” automação, mas como ela é planejada, integrada e medida. Adiar a implementação frequentemente resulta em necessidade de refazer o plano meses depois.
Como evitar: Colocar automação e IA no centro do planejamento e orçamento, mapear fluxos automatizáveis e definir KPIs específicos para bots e assistentes virtuais.
Focar apenas na eficiência operacional e ignorar a experiência do cliente
Metas que priorizam apenas eficiência, custos, tempo médio, volumes e ignoram a mudança nas expectativas do consumidor.
Hoje:
Clientes preferem autoatendimento para demandas simples, mas esperam atendimento humano contextualizado quando necessário.
Operações omnichannel apresentam melhores índices de satisfação e retenção.
Consistência entre canais pesa mais que velocidade isolada.
Planejar sem métricas de experiência como NPS, CSAT, repetição de contato e jornada significa perder oportunidade de transformar atendimento em diferencial competitivo.
Como evitar: Equilibrar eficiência com experiência, garantindo atendimento integrado, consistente e centrado no cliente.
O que 2026 exige dos gestores
O próximo ano exige uma operação que combine três pilares:
Dados integrados para decisões estratégicas
Automação e IA como motores da eficiência
Experiência do cliente como norte da jornada
Negócios que focarem apenas em gargalos operacionais vão gastar tempo e recursos sem gerar impacto real. Por outro lado, empresas que colocarem esses pilares no centro do planejamento, terão maior capacidade de escalar, reduzir custos, melhorar a satisfação e antecipar tendências.
Antes de finalizar seu planejamento, reflita: Você está planejando a operação que tem hoje ou a operação que seu cliente vai exigir amanhã?
Saiba como responder essa pergunta falando com nossos especialistas.



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